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Mostrando postagens de 2015

Maria, possibilitadora do Cristianismo

Ainda ouço comentários de alguns cristãos por aí: "Maria foi apenas a pessoa que gerou Jesus e só." Aí eu paro e imagino o tamanho da fragmentação do pensamento. Se eu chegasse nessas pessoas e dissesse o mesmo sobre a mãe deles, certamente estaria me envolvendo num conflito. Imagine. "Sua mãe apenas te pariu. Vale mais nada. Inclusive, não quero contato com ela. Só você me interessa." Mas nesta semana de Natal que se inicia, deu vontade de relembrar o lugar dessa que possibilitou a existência da minha fé. Maria foi APENAS a porta de entrada de Jesus na terra. O SIM dela SÓ possibilitou a concretização do projeto "Jesus Cristo". Ela gerou, sim, em suas entranhas, num útero escolhido por Deus,  o Meu Senhor. Jesus se alimentou pela boca de Maria. Depois frágil, um bebê, foi cuidado por ela. Todas essas coisas eu coloco na sequência um APENAS. Maria é a mulher mais importante no mundo cristão, SÓ porque permitiu o nascimento de tal mundo. Aí eu me pergunto,…

Ao dia mundial do escritor

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Tenho pra mim que Deus é escritor. E não jornalista. Deus é dado à literatura da vida. Não à sua factualidade. Deus é da ordem das entrelinhas, dos subentendidos, das ambiguidades, da subjetividade. Não é da ordem da notícia rápida, descartável, superficial, de respostas prontas. Deus é da ordem da escrita em profundidade. Daquelas que contam histórias e começam pelo meio, ou pelo fim, ou por qualquer lugar. Não importa a ordem. Deus não dá lide* pra vida. Nem responde taxativamente as perguntas quem, como, onde, como, porque e pra quê. Deus nunca deu chance para a objetividade, muito menos para a falácia da imparcialidade. Deus não escreve manuais de redação. Deus escreve romances. Deus CRIA. É narrador por excelência. Deus é dado à ARTE literária. Deus não é dono de jornal e também não quer vender. Deus é de contextos. E não de certos e errados. Tenho pra mim que Deus prefere fruir do que se informar. Deus é reflexão, não é informação. Deus é da ordem das esperas. Não do deadline**…

Entrelinhas da vida

Existe uma plenitude em mim que foi adquirida com o tempo. Amadureceu. Criou raízes e asas, contraditoriamente. Raízes porque me fundamenta, equilibra. Asas porque liberta o meu direito de ser quem sou. Estou falando da plenitude de seguir a religião que quero. Da individualidade que diz respeito ao meu coração e, para mim, Deus. Apenas. Deu vontade de escrever sobre essas coisas. Porque nem sempre foi assim. Houve uma época que tive de praticar a resiliência (não recíproca) para manter um círculo social. Resiliência para ser educada. Engolia "goela abaixo" mesmo o desrespeito por não seguir as verdades alheias. Era como uma bigorna em minhas costas. Feriam o meu direito constitucional da prática religiosa. Mas eu caminhava, pelo outro, para não desfazer laços. O envelhecer deu olhos de enxergar o quão injusta eu estava sendo comigo. Porque eu necessito de respeitar a mim mesma antes de espalhar respeito por aí. Não, ninguém tem o direito de dar opinião, tentar te convencer…

Uma noite no Hospital

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Noite no Hospital de Base. Ajudava a cuidar dos doentes, mas não era médica. Era uma voluntária. Passava por várias alas. Segurava a mão dos acompanhantes. E eles rezavam pelos seus entes queridos. Nem todos me enxergavam. Sobre os enfermos eu impunha minhas mãos. Podia sentir a energia de seus corpos. Na UTI neonatal, as mesmas crianças internadas brincavam e flutuavam. Foi quando percebi que estava num plano paralelo. Até mesmo os bebês conversavam comigo. E alguns mais sapecas gostavam de me transpassar o próprio corpo. Sentava ao lado dos pais. E lhes prescrevia alguma coisa intuída de Deus em um papel. Escrevia. Escrevia. Escrevia. E deixava o recado/receita lá. Também tinha a água, limpa e transparente. Cristalina. Era materializada sobre uma mesinha. Eu pedia para que bebessem. Em cada pessoa que chegava, dizia "a vida é muito mais do que vê." "A vida acontece quando não se pode enxergar." "A vida é além desse lugar." "Confia em Deus." Eu…

É amor.

Você sabe que é amor (vindo de Deus) quando tão despretensiosamente anseia pela liberdade - em todos os sentidos da palavra - do outro. Você sabe que é amor quando tão despretensiosamente se esvazia por completo para compreender o sentimento, não em si, mas na pessoa amada. Você sabe que é amor quando tão só deseja a felicidade do outro sem querer necessariamente vinculá-la à sua ideia de felicidade. Porque amar, de fato, é um despreender-se por completo das amarras do egoísmo e da vaidade que te prendem à sua mesquinhez. Os mais firmes laços de amor são invisíveis aos olhos mas completamente e indubitavelmente não perecíveis ao coração. (...)

das palavras vazias...

Todo discurso se torna vazio e pedante quando vem de fora para dentro. Por isso é tão fácil banalizar as palavras de um político, de uma religião, de qualquer coisa. É superficial e de fachada, quem usa a linguagem para criar uma postura ética e moral, humana e amorosa, que existe apenas da boca para fora. Desconfie de quem só fala. Desconfie de quem necessita ficar o tempo todo se auto afirmando, se auto elogiando, se auto construindo. Desconfie da falta de humildade. Provavelmente se trata de um humano tipo "castelo de cartas". Basta só uma brisa para cair por terra. Hoje fiquei pensando nessas coisas, ao me deparar com a liberdade prometida pelo cristianismo. Jesus liberta porque propõe uma transformação do interior para o exterior. "Aceitar Jesus" não é sair por aí falando sobre Ele, impondo goela abaixo uma doutrina. É daí que nasce e rejeição, a negação, o ódio. Nasce da hipocrisia típica dos fariseus. Eu diria até que a palavra não é aceitar, no caso dos cr…

Do sofrer.

Das tantas dores da vida
Das tantas feridas abertas
Dos tantos estranhos caminhos
Dos tantos atropelos,
engôdos:
Os mais fundos vão curando os mais rasos
Os profundos cimentam os pequenos calos
e os calam.
Buracos negros engolem
sofrimentos - pseudo.
Quanto maior o dilaceração da carne
mais fundamento à alma.
...
(Nathália Coelho)

AS COISAS

Eu quero uma casa com janelas
de madeira, alumínio ou vidro - não importa
desde que por elas amanheça, e anoiteça
e eu me apoie, e pela luz seja inteira. Eu quero um carro
duas ou quatro portas - não importa
desde que por ele eu possa levar a mim,
minha vó, meus irmãos, meus amigos
em seus compromissos. Eu quero um celular
caro ou barato, ios ou android - não importa
desde que as ondas eletromagnéticas
e os dados da internet carreguem
significado e cordialidade
em forma de palavras -
ditas e escritas Eu quero roupas e sapatos
da loja, da feira, do brechó ou doados - não importa
desde que me vistam corpo e alma
e entre eles promovam sintonia. Eu quero viajar
de ônibus, de carro, de avião
para hotel ou pousada e casa de família - não importa
desde que a bagagem seja recheada de experiência
e pela vivência fora, eu me preencha. Eu quero uma casa, somente.
concreto, alvenaria. - não importa
desde que seja um lar. Um lar. Eu quero as coisas. Para viver.
Não viver para as coisas.
Eu quero as coisas. Para conduzir…

Da coragem

Chega um momento na vida que o destino lhe impele à coragem. E seus pés não mais obedecem as ordens da mente. Seguem as instruções do alto. Claro, de baixo também, depende da sua sintonia. Mas é mais ou menos assim: "Não, não consigo. Vou deixar quieto. Como vou me portar em tal lugar e falar com tal pessoa?" 
E o murmúrio acontece enquanto já está caminhando inerentemente aonde deve estar. Aí você chega. Com medo, mas chega. E também não entende como está lá. Mas está. Provavelmente o seu anjo é quem te empurra e segura seu braço. E diz: "Fica aí, depois você entende." E você vai ficando, ficando. 
De repente, do nada, a transformação se deu. E você já não é mais aquela pessoa. A mudança foi gradual e silenciosa, mas foi. Está sendo. E até o processo das coisas fica mais claro. Os olhos começam a enxergar a rede de forças agindo em sua vida. Misteriosamente. Curiosamente. 
E você já não tem mais domínio sobre os fatos. E entende que a esteira invisível da estrada vai…

POEMA DO CARRO ESTRAGADO

(Nathália Coelho)
Fiquei no prego
menos mal
Foi no Eixo Monumental. Forçada fui
a observar o céu,
sentir o sol.
Respirei. Só. Ao fundo,
JK gritava,
acenava: "espera!"
Enquanto o guincho não vem,
reza. Prece tranquila
como a brisa
que balança as folhas
tortas do cerrado Fiquei no prego
Finquei um prego.
abriu um buraquinho
em mim;
Passou a luz do dia, enfim.

Cristãos que crucificam

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Condenar o próximo. Esse tem sido o "mandamento" ao contrário praticado pelos cristãos dessa geração. Cristãos que crucificam. Cristãos que observam a cruz do outro e tacam pedra, do alto, porque é nesta posição que se consideram estar. De vez em quando eu paro e fico a imaginar Jesus sentado em uma banco celestial observando a Terra. Deve chorar e pensar: "Pai, ninguém entendeu as histórias que contei e vivi." Não sei como é ser cristão pra você, e também não sei se faz questão de ser ou se apenas veste uma identidade superficial como tantas outras. Mas, sabe, ler coisas aqui, nesse ambiente virtual, e conviver com os "que seguem Jesus" tem sido uma tarefa de autorreflexão.

Eu preciso entender. Expliquem-me. Como é caminhar com o Cristo e olhar o seu próximo se achando superior à ele? Como é abraçar o cristianismo e achar-se juiz de todas as coisas, apontador dos erros alheios, mestre de obras de muros entre as diferenças e não de pontes? Como é ser crist…

Calada.

Eu me vejo calada.
E imagino as palavras
dos silêncios por aí. Eu me vejo calada.
E o pensamento viaja
pelas dores sufragadas
da ausência da voz. Eu me vejo calada.
E quero adivinhar os tons
dos gritos abafados
da melancolia...
que se derrama. Eu me vejo calada.
E me invado por dentro.
Compreendo...
que nem todo silêncio
é paz. (Nathália Coelho)

A paixão de Jesus nos dias de hoje

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E se a paixão de Cristo tivesse acontecido na era da informação, até os ateus compartilhariam textos sobre Jesus. Ficariam ao lado dos direitos humanos, sentiriam a dor da flagelação e a cruz pesaria no coração de cada telespectador da imagem. As redações jornalísticas ficariam polvorosas procurando fontes que comprovassem a idoneidade da vítima. Levantariam a ficha de Jesus, de Pilatos, de Judas, dos doze, dos fariseus do templo, de Barrabás e até fariam um "povo fala" com os judeus que gritaram "crucifica-o".

Os repórteres já estariam loucos para um furo de reportagem no dia seguinte, e seria nessa hora que Maria seria tão procurada, como nunca foi em toda a história. Talvez as tvs e rádios quisessem fazer links com os apóstolos para que eles pudessem recontar a trajetória de Jesus até ali. O soldado que enfiou a lança no corpo morto de Cristo também seria procurado para dizer como jorrou água Dele misteriosamente. E especialistas das mais renomadas universidade…

Paradoxos do viver

Tem na complexidade o caminho para o simples.  De alguma maneira, é preciso viver um emaranhado confuso, afim de conseguir enxergar as coisas com olhos amenos e tranquilos.  Curiosa vida.  É dada a levar a gente pelas estradas mais tortuosas possíveis, a transpassar as pedras mais estranhas, a superar dificuldades de variados tamanhos, para ao fim (e olha que este fim pode ser no meio, porque as batalhas são temporárias) conseguir identificar a ponta que desenrola a história e a faz leve de encarar.  Acho que é uma viagem existencial. Com o objetivo puro e estritamente do autoconhecimento.  E entre calços e percalços, certezas e dúvidas, idas e vindas, obstáculos e esteiras, conectar-se (ou não) à tudo que transcende, que emerge das entrelinhas do viver, que alcança o supra sentido da vida, que toca o destino, que evidencia a energia do universo.  Para mim, conectar-se à tudo que me expressa Deus.  É bem por aí a evolução da alma/espírito... é bem por aí o "ser melhor" do humano.  D…

Papa Francisco e eu

Morava de frente para a varanda da residência do Papa Francisco. De repente, percebi uma movimentação estranha. O Papa corria de um lado para o outro, alguns homens de preto e assessores falando ao celular. Liguei a TV e a repórter já estava posicionada: "Voltamos ao vivo aqui da residência oficial do Papa. Agora a pouco as autoridades do Vaticano receberam uma ligação de um casal de coreanos pedindo ajuda para o pontífice porque estava sendo deportado do país. O Papa deve recebê-los a qualquer momento." Bom, pensei, que maravilha! Papa vai ajudar esse pessoal.
Meu telefone toca. É Francisco. "Nathália, minha filha. Me ajuda." Eu e o Papa éramos vizinhos e amigos. Ele queria que eu fosse com ele conversar com os coreanos, pois eram jovens e ele queria uma companhia. Na hora aceitei.
A cena muda. Já é noite. Como num filme, eu vejo alguém de capuz preto entrando no meu quarto, mexendo na minha caixa de agendas e cadernos antigos e pegando alguma coisa. Vai embora. …

Dialética da paixão

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O que é o "apaixonar-se" se não a projeção emocional afetiva no outro, enquanto ser que carrega um espelho de nós mesmos? Eu me vejo em alguém (o que sou ou o que gostaria de ser) e então gero um encantamento. Ali contém uma verdade só minha. Do encantar, começo a enquadrar a vítima de minha paixão em aspectos que saltam aos meus olhos e que necessariamente não correspondem ao ser do outro. Mas aí já é tarde. Já decidi mergulhar no mar desconhecido dos relacionamentos. Se ele embarcar em meu submarino, excelente. Uma hora a visão turva da água clareia ao amor, ou não... 
Já o processo inverso (de desapaixonar-se) é um pouco diferente. É como emergir das profundezas, ainda que sem fazer esforços para isso. É forçar as vistas a ver uma tempestade num mar supostamente calmo e tranquilo. É nadar contra a maré da insistência perene da ideia fixa chamada "o outro". Às vezes ele te ajuda, inconscientemente, sendo ele mesmo. E aí você começa a não se encontrar mais ali. Ini…

Vales de si mesmo

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Desceu os olhos pelo dorso de suas costas, como quem analisa as curvas e tenta encontrar alguma falha. Nada viu além das formas, a profundidade dos ossos que desenham os ombros até o pescoço. Via-se refletida no espelho, ainda molhada do banho recém tomado. A boca era meio pele e meio rosa, vestígios da maquiagem da manhã de trabalho. 
Fechada, apresentava um desenho delicado e marcante. Era despretensiosa nesse olhar a si mesmo. Mas viu beleza ali. Olhar amêndoa e penetrante para dentro, querendo ver além do reflexo desnudo na toalha. O que lhe faltava? O que lhe sobrava? Pensou nas ausências e silêncios, nas lacunas que se formam com o tempo. Nas palavras que foram ditas e esquecidas; e que lhe ajudaram a moldar até ali. Era aquele estágio que chegara. 
Não sabia qual, mas era. Estava alegre e triste, ainda que em estado de felicidade. Nada conseguiu responder para aquela que lhe retribuía as indagações vindas do espelho. Deixou as respostas de lado. Nem sempre (ou melhor, nunca) são …

O respiro do dia

Ela parou na porta da sala da coordenação dos professores. E ficou olhando ansiosa para dentro, observando os movimentos da Tia Juliana. Era da turma dela o ano passado. De repente, eu, - que precisava espairecer e enxergar o sentido da vida em alguma coisa e por isso estava lá - acenei pra ela e sorri. Ela me sorriu de volta. Nessa hora minha mãe percebeu a visita e a chamou para entrar na sala. Ela veio correndo, com seus passinhos firmes de criança saudosa. Professora e aluna se abraçaram. Baixinho, ela disse:
- Sabia, tia, que já sei escrever sozinha!
- Parabéns, minha linda! Você está muito esperta!
E aí ela voltou a correr no recreio. E a minha mãe voltou ao seu ofício de ajudar a humanidade. (Dos pequenos grandes momentos que valem a vida, quando tudo no mundo é holofote de abismo. Ainda que as coisas estejam do avesso, Deus continua sendo bom.)

Sadomasoquismo e sociedade

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A onda do 50 tons de cinza me levou à curiosidade de assistir a um vídeo sadomasoquista de verdade. Uma mulher nua amarrada de cabeça para baixo, com pregos nos mamilos, braços e pernas com algemas, recebendo choques, chicotadas, introdução de ferros. A mais perfeita degradação. Meu coração doeu. Doeu em conhecer a submissão sexual humana às práticas tão contrárias à lei do amor. Contrárias porque não entra na minha cabeça uma política em que um domina e o outro se submete, em que a flagelação é entendida como um ato compreensível entre duas pessoas. 
Fiquei estarrecida em imaginar os extremos capazes de chegar o homem e a mulher em busca do prazer desmedido. Parei e pensei na vida. Qual é o real sentido dessa estrada? Talvez o sadomasoquismo reflita um pouco da sociedade em que vivemos. Tão ávida e completamente cega em contemplar buracos existenciais e tão necessitada de escalá-los, sem se dar conta que pulou. 
Fico imaginando qual é a compreensão de liberdade do ser humano pós modern…

Visita ao jardim de dentro

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Foi uma imersão em mim mesmo. Abri os olhos de dentro e vi Nathália, em frente ao portal de um jardim. Era grande, vasto e o céu estava azul celeste. Não havia nuvens. Era uma tarde luminosa. Compreendi. Havia conseguido acessar o jardim do meu coração. Começara uma viagem à minha alma. Entrei. Dava para ouvir o barulho do ranger das dobradiças enferrujadas. Lá dentro, a grama estava sendo cuidada. Algumas árvores davam frutos, outras, secas. Brotos e flores por todos os lados. Um banco de pedra.  Uma mesa com uma máquina de escrever ao fundo. 
De repente ouço alguém chamar meu nome em profunda alegria. É um homem. Não consigo ver seu rosto com nitidez por todo o tempo. Como quem acaba de acordar, enxergo flashes. Vejo de relance seu sorriso frouxo, em seguida o seu olhar verdadeiro e tão paterno. Mais que a fisionomia, eu consigo reconhecer a essência criadora, única e tão perfeita. É Jesus quem me recebe. Suas vestes longas brancas estão amarradas por um avental sujo de terra e, pa…

RESPOSTA À CRÔNICA DE SILVA PILZ, PUBLICADA NO O GLOBO ONLINE HOJE

Silvia, 


Você já teve problema de pressão? Porque provavelmente quando começar a ler a repercussão das suas palavras nas redes sociais os seus nervos podem ficar à flor da pele. A pressão cair ou subir... Caso isso aconteça, você vai recorrer a quem? Ao menos que tenha se formado em medicina, tenha parentes ou conhecidos médicos, terá de usar o método tradicional e se dirigir a um hospital. Mas a questão é: com que roupa você vai? Dou uma dica: vá mal arrumada, porque caso se vista bem vai passar o vexame de parecer uma pobre. Ah, seja diferente, cacheie o cabelo. Seus lisos podem parecer que usou chapinha e não vão pegar bem. E se o doutor te passar determinados exames seja bem grosseira, como aquelas pessoas mal amadas que reclamam de tudo. Se usar da educação vai parecer uma pobre que está adorando o atendimento. 

Torça ainda para que o chão da clínica esteja bem sujo e seja de cerâmica normal, tenha até umas lascas ou alguns bichinhos andando entre os tubos de coleta. Tudo limpo dá …