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Amar.

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Difícil é amar sem esperar nada em troca.  Difícil é amar sem expectativas de que o outro seja da maneira que lhe agrada, convém, aos moldes de sua concepção de verdade.  Árduo é praticar o amor despretensioso, que dá a outra face quando o que mais se pretende é esgotar sua incapacidade humana de resiliência e vociferar palavras ao vento.  Há dificuldade em amar o outro, humano também, cheio de defeitos.  Quem ama e quem é amado tentando lidar com esse sentimento tão espiritual num palco de imperfeições.  A tarefa de descobrir a linha tênue entre o amor próprio e o egoísmo também não é para qualquer um.  Difícil é amar sem pensar muito e viver e amar ao mesmo tempo.  Sem devanear demais para não estragar o que é invisível aos olhos, mas totalmente sensitivo ao corpo e coração.  Árdua atividade de reiterar para si mesmo o amor a alguém, quando esse alguém, por amar demais ou de menos, abre uma ferida dentro da gente.  Preciso compreender esse amor. Não é demais, nem de menos, é o amor difer…

Sobre príncipes e princesas.

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(Nathália Coelho)

Príncipe só em monarquia. Por isso, não tente encontrar um desses para relacionamentos em repúblicas. Pelo contrário, é melhor nem começar a procurar. Primeiro, dá muito trabalho. E se ele for como o Príncipe William da Inglaterra, provavelmente você nem vai conseguir ultrapassar a barreira de segurança. Se for tentar um relacionamento via internet, piorou a situação. Com certeza ele terá uns cinco perfis lotados, uma página abarrotada de curtidas e uma equipe de social medias para monitorar as contas dele. Ou seja, se você mandar uma mensagem, de longe é o príncipe o autor da resposta.  Você pode até enviar um email para começar uma conversa informal, mas tenha em mente: é a caixa do príncipe. Pelo menos 300 mensagens novas chegam todos os dias. Se para pessoas normais esse é o número de spams...
Vamos para o segundo argumento. Príncipes tem uma reputação a zelar. São como celebridades. E, embora possam dar ataques de individualismo em público, como o irmão do William…

Sobre a vida.

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Um emaranhado de complexidades, de experiências, de convivência, de tentativas. Um palco de erros e acertos, de auroras e escuridões, por dentro e por fora... Uma caminhada que não cessa, mesmo que os pés careçam de descanso. Um eterno jogo de compreensões, nossas e dos outros. Uma sopro de alteridade e despreendimento de si mesmo. A eterna busca do equílibrio entre a individualidade e o grupo. E de que grupo estamos falando... (vale ressaltar!). A linha tênue em que o ser humano atravessa com cautela ou com voracidade. A descoberta do amor. E de como compreender seu cultivo, em todos os âmbitos, em liberdade, desamarrando-se de prisões...  Tudo. Nada. Vida. Em horizonte.

Sobre o eu (2)

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É na minha completude que compreendo a fragmentação do meu eu. É na minha inteireza que consigo entender que sou argila nas mãos do escultor. Ao encarar minha imagem no espelho sei que o reflexo de mim mesmo aponta horizontes ainda desconhecidos. Fui ontem. Hoje sou de maneira diferente. Amanhã mudarei também. A vida é tijolo de construção posto em ação num muro eternamente inacabado. Que meus olhos sejam como os da criança que enxergam todas as coisas em processo de nascimento. Que a mente possa entender que, como um dia divagou um estudioso, a única coisa permanente é a mudança.

Sobre o eu.

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Saber reconhecer que sou ser humano passível de falhas é o primeiro passo para a evolução. A compreensão de que minhas escolhas ditam a real situação vivida é importante para a transformação de tudo que padece em sofrimento. A mudança só é possível quando consigo (re)avaliar atitudes e assumir minhas falhas, trabalhando-as com humildade. Adoece aos poucos quem acha que a solução de seus problemas está nas mãos de um terceiro. "Vitimizar-se" é tirar de si toda a capacidade de viver. É atribuir a si mesmo o papel de coadjuvante em sua própria vida. Senhor, abra meus olhos todas as vezes que me isentar de culpa. E que essa culpa seja trabalhada em meu coração para a construção de pontes, não de muros.

O "quebra cabeça" dos pais da Julinha

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Julinha, 1 ano e 9 meses, ganhou do papai um quebra-cabeça. E logo pediu para ele ajudá-la a montar. Só que não deu certo, papai não estava conseguindo. Tentou uma, duas, três vezes. Julinha aguardava ansiosa. Até que, de repente, juntou tudo com as mãozinhas e levou o brinquedo para longe: - Mamãe, papai não sabe. - disse entregando à mãe. Mais uma vez Julinha sentou e esperou a mamãe concluir a brincadeira. Falhou também. A pequena tirou o quebra-cabeça do chão e disse:  - Vamos "gadar" isso.

Bares de quinta

É noite de quinta feira. Em um bar de classe média alta da cidade, homens e mulheres entram e saem do estabelecimento. Não cessam, nem parecem descansar. Estão elétricos tal qual um fio solto de um poste derrubado por um motorista fora de si.
Nas mesas, grupos entoam conversas acaloradas por goles de álcool em variadas misturas. As cores e criatividade impressionam. Garçons passam correndo entre os finos corredores que se formam junto às cadeiras arrastadas. É desfile de bandeijas recheadas de petiscos e líquidos embriagantes. A música toca em uma toada só e a tantas da madrugada ninguém mais pensa em ouvir a voz do cantor que ecoa emudecida pela confusão instaurada. 
Homens e mulheres. Homens e homens. Mulheres e mulheres. Não importa. O movimento dos corpos é o mesmo. Todos parecem exalar alegria por fora. Quase um êxtase em espetáculo nesse picadeiro cujo ninguém imagina fazer o papel do palhaço. Não. Ali só existem homens e mulheres inteiros, de bem consigo mesmo, brindando a vida e…

Da saudade das palavras.

Andam serelepes, inquietas
fazem da mente trampolim
pista de pouso, o coração.
Possuem pernas, asas
ao mesmo tempo
em que constituem morada
dentro de mim.
Fazem cosquinhas
e não querem sozinhas
e-x-i-s-t-i-r.
Precisam do bando, da reunião,
do ser, estar e permanecer em
confusão,  profusão, erupção
para então eclodir, explodir
e sair por aí em piruetas
fazendo caretas e mil facetas
para quem se aventura, chora e ri.
Quem desespera, se exaspera, altera
se envereda e espera sempre caminhando,
na eterna travessia do gênero humano.Andam serelepes, inquietas
as palavras (...)

Reflexão sobre os homens

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Bianca, 5 anos, emburrara. 
Acabávamos de voltar do parque, Bia, João e eu. A pequena estava cansada de tanto brincar mas ainda tinha energia pra comer uma pipoca. E de todas as maneiras tentava nos convencer para comprar. O problema foi não levar dinheiro! E Bianca questionou: 
- Mas, tia! Se você sabia que tinha pipoca aqui porque não veio preparada? É claro que eu ia querer!
E ela tinha razão. Depois, continuou a reflexão sozinha: 
- Nessas horas que eu queria que existisse no mundo só eu e o Jesus. Mais ninguém!

Carta de amor

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Toda vez que vou escrever sobre você, as palavras me faltam. Ausentam-se porque você, com esse seu jeito humano de lembrar Deus, fez-nos transbordantes em sentimentos. Criou-nos de tal maneira a viver de fato, em profundidade. Deu sentido aos dias e, mais do que palavras e ensinamentos soltos, mostrou-nos com exemplos as coisas da vida. Você é um texto de motivação ambulante. Pronto. É isso.  As palavras são temerosas em serem levianas ou não conseguirem chegar aos seus pés. Não que elas estejam te "endeusando"... Mas sabe aquela sensação mista de medo e ansiedade da avaliação de um mestre diante de uma tarefa a ser executada? Então. É assim que as pobres palavras se sentem quando são incumbidas de se organizarem em uma bela homenagem à você. 
A princípio ficam quietas. Pensantes. Reticentes. Emocionadas. Saudosas de tantos momentos e recordações. Depois, começam a sair aos poucos, com frases isoladas de amor, carinho, gratidão, afeto e confirmação de suas qualidades e desejo…

Cheiros - Parte 3: Limpeza

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O dia continua como de costume. Um pouco de TV, outro de internet, um monte de preguiça no sofá. Daqui alguns minutos sei que vou ter que levantar para ajudar na arrumação da casa. O balde, cheio de água e um limpador que remete o cheiro a buquê de flores, aguarda ao lado da porta, para então ser espalhado sobre o taco de madeira.  No banheiro o aroma é de eucalipto, uma planta que nunca vi, mas sempre soube da existência. Limpeza. Ah! Essa palavrinha transcende para outros momentos de minha vida. Primeiro a pequena garota passeia pelas dependências da escola de freiras. Baldes grandes estão espalhados ao longo dos corredores. Escovões fazem desaparecer a sujeira dos sapatos. O líquido usado pelas moças da faxina parece leite, visto a consistência e a cor esbranquiçada.  Com alguns coleguinhas, me aproximo para ver. Sinto cheiro de bosque pós chuva, terra molhada... Ao centro do pátio, paro um momentinho para observar Nossa Senhora na fonte enfeitada de flores. A água salpica a imagem…

Das cores

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Foto: Lucas Madureira/ Praia de Lagoinha - CE
Quero vida em cores vivas dentro de mim.  Quero cores quentes pulsando meu coração. Quero tons saturados correndo em minhas veias.  Quero toda a energia dos pigmentos que saltam nos olhos vivacidade.  Quero cores de Matisse.  E enquanto houver aquarela em mim, conseguirei lidar com o cinza do mundo.  Colorir por aí, sem deixar que me desbotem.  Amém!

Chegada

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Te sinto chegar, como uma mulher que vai ser mãe sem descobrir ainda a gravidez. Te sinto próximo! Como uma semente que dá fruto após vento e chuva ajudarem o processo natural... Te sinto batendo aqui. Querendo encontrar lugar dentro de mim; Te sinto querendo que eu lhe habite também... Te sinto no caminho. Próximo de falar o 'oi' tímido, sorrir de bobagens e terminar em abraço e beijos longos. Te sinto sentindo esse pulsar descompassado, acelerando só de imaginar o encontro, esse momento simples e arrebatedor, que vai mudar nossas vidas para sempre. Te sinto.  E sentir já é o começo do fim da solidão.

Cheiros - Parte 2: Tangerina.

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Sobre a mesa do café, há também um suco de saquinho de tangerina em uma jarra, já pela metade. É cheiro de lancheira escolar. É lembrança vívida da infância. De repente, estou correndo num amplo corredor de uma escola com azulejos brancos. Devo ter no máximo seis aninhos de idade. Carrego em minhas mãos uma "cabeça de Mônica" e puxo uma mochila rosa de rodinhas. Muitas crianças correm ao me redor. Todas estão vestidas com o uniforme: shorts e saias verde escuro e camiseta bege com a logo do colégio. Meus cabelos são grandes e lisos, estão amarrados em rabo de cavalo. Cansada, paro de correr e começo a caminhar para a sala. No caminho observo, à minha esquerda, um parquinho acimentado com brinquedos de ferro coloridos. Dá vontade de recreio! Mas  é início da tarde, e, mesmo assim, estou contente porque adoro estudar.  Entro na sala e penduro minha "cabeça de Mônica" na arara de lancheiras. A professora tem cabelos encaracolados em tom loiro e um sorriso contagiante.…

Cheiros - Parte 1: café.

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Ainda durmo quando as recordações invadem a janela do quarto por meio do cheiro do café fresco. De repente estou encarando o mar, a brisa leve e salpicos de água salgada batendo nas rochas. Meu cabelo sendo balançado por esse vento leve. Ao fundo, um amanhecer em espetáculo se faz e eu me banho em luz e emoção. Caminho ao longo da orla da praia, e nem chegou às 7 horas da manhã. Tudo é vazio na rua. Somente pequenos pássaros, flores de jardim despertam aos poucos com a chegada do sol. Atravesso a rua e entro no saguão do hotel. O tempo muda. Executivos bem vestidos se misturam às moças e rapazes que apresentam um look de praia. Um frenesi nas primeiras horas da manhã. Subo no elevador e encontro meu amigo de viagem. O quarto está gelado do ar condicionado. Olho-me no espelho, troco de roupa, desligo a TV, dobramos as cobertas e saímos para tomar café.  O restaurante é amplo, bonito, cheio de vida. Há uma varanda coberta de flores e a vista é pro mar. O cheiro fresco do líquido preto é…

A joaninha no jardim

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Pequeno tal qual uma joaninha perdida em um jardim é o ser humano no mundo. Ínfimo e escasso poder diante de Deus. Uma nada diante do tudo. Uma criatura apenas. Que nasceu e vai morrer como veio. Sem nada. Que de tanto querer ser tanto, perdeu-se nos supérfulos do mundo pensando que ter coisas lhe faz ser alguma coisa. Nutre inversamente o que destroi e afasta, desama e não se arrepende de promover a desordem. De tanto querer ser Deus, se afasta Dele. E diz que é muito, que é importante, e acumula coisas no umbigo e esvazia o coração. Tão pequeno é o ser humano... Quanto mais se auto intitular grande, menor do que uma joaninha fica.

A ideia da Bianca

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O domingo estava ensolarado. A família Coelho em peso para a festinha de 3 anos do Felipe. Bianca, 5 anos, chegou e já fez uma nova amiga, Nina, a filhotinha de cachorro. Assim que ouviu da tia Bárbara: "Bia, pode levar a cadelinha. A tia te deu!" A menina saiu correndo para pedir permissão à mamãe Carol, que negou o pedido: "Filha, moramos em apartamento, não tem jeito de cuidar!" A resposta foi um choro sentido! Mas, logo passou quando teve uma ótima ideia. Parou com as lágrimas repentinamente e, sem que ninguém percebesse, pegou sua mochila e saiu correndo atrás da pobre Nina. Nem se importou com os olhares e colocou a cachorrinha na sacola rosa. Foi um fuzuê! "Bia, você ficou doidinha?" "Bianca, você vai matar a Nina!" A resposta: "Minha mãe não vai ver ela na mochila, calma gente!" Mas não deu certo. Bianca olhou pra trás e deu de cara com a mãe. Nina aproveitou para fugir. Em meio aos risos, Carol acalentou a filha, que logo esqu…

dos instintos humanos

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Primeiro apavoro em seguida enraiveço logo então ignoro e me despojo,  daquilo que meu nunca foi. Daí vem o pensamento  e ardo, e arde o que antecedeu a tal efêmera calmaria que na verdade nem chegou. Doi novamente e em segundos me contorço sem mexer músculo algum; enrijeço a coluna é novo "bum"! A cabeça é vulcão mão no coração, segura o rojão! Depois silencio e resisto ao grito que pretende sair respiro, respiro não vale a pena insistir em lagoa em pássaro que não voa naquilo que encroa e não vai mudar. Nada de volta à memória nada ou nada, então. nada no rio corrente espalha tranquilidade  o todo resto é vaidade... Do que é de fora, se despir.  e cuidar-se de si cuidar-se de si. sem mais.


O dia do Beijo

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Sobre o dia do beijo. A expressão do desejo.  A materialização do ardente do coração.  Ah, a paixão! Traz todo o significado para o momento.  Desperta os sentidos e não só bocas se encostam mas o corpo e alma. Tudo é intenso. Sobre o verbo "beijar".  Sobre ser ação oriunda do ser humano,  do natural da vida,  das ramificações vindas do amor. Sobre acabar com a vergonha de abraçar as variações do "se entregar"  Sobre a vontade de que o beijo volte a significar,  volte a ter inteireza,  volte a ser símbolo do respeito e cuidado entre dois.  Que se preencha,  e não esvazie  como quase tudo nesse mundo.  O desejo nesse dia é de muitos beijos plenos!

Sim, sou autista!

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- É mãe! Por que a gente fala tomar banho? Tem que ser lavar o corpo, esse é o certo! Tomar banho! Lavar o corpo é melhor, você não concorda? - disse, Martina aos 3 anos, para a mamãe, ao pedir para o papai ir tomar banho e questionar para si mesma a expressão.   Marcela, a mamãe em questão, contou a dúvida de significado da filha para a amiga de trabalho, Michela, também mamãe, mas de Helena, de 8 anos. A pequena de Michela sempre teve problemas para "tomar banho". Não gostava de chuveiro, nem dá água caindo. Era uma luta diária levá-la ao banheiro. A mãe explicava, explicava, mas nada fazia Helena gostar. Foi então que ela fez diferente e chamou a filha para lavar o corpo. Pronto, a menina entendeu. E nunca mais brigou para tomar banho, ops! Lavar o corpo! A sabedoria das crianças...
  Outro dia, a babá de Helena chegou esbaforida em casa, jogou a bolsa no sofá, foi à cozinha, abriu a geladeira e tomou um copo enorme de água gelada.     - Meu Deus! Tá PEGANDO FOGO lá fora!  …

desejos

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Que os dias sejam de alegria.  Que as esperanças se refaçam ao olhar Jesus Vivo.  Que a coragem de seguir caminhando seja maior que a semente do desistir.  Que minhas mãos trabalhem tranquilas.  Que a serenidade permaneça nas esperas.  Que o foco do meu olhar seja no outro, e não em mim.  Que as coisas boas povoem meus pensamentos, e as mazelas sejam diminuídas e minimizadas pelo amor do conviver.  Que as pessoas sejam educadas e a estupidez não me atinja.  Que consiga enxergar o belo na dificuldade.  Que eu ame a natureza e cuide dela com a delicadeza de uma criança. Que tenhamos Jesus para que o fardo pesado se torne leve.  Foco e mudança.  Sempre.  Quero ser rio!  Boa semana!
(Nathália Coelho)

Jesus e eu.

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Geralmente eu penso no Senhor dessa maneira, como da imagem. 
E quando vou dormir, mentalizo esse lugar, 
essa vista que vês, 
e também uma pedra ao lado onde eu possa me sentar. 
Nunca preciso dizer nada, pois o Senhor entendes-me só pelo meu olhar, 
e pelo teus olhos me tranquilizo.
 É sereno e calmo estar ao teu lado. 
É tanto amor a preencher a cena que me revitalizo e adormeço com a lembrança do encontro. 
A vontade era que essa paz se emanasse pelo mundo 
de forma a criar uma atmosfera de bondade, vinda do Senhor, Jesus.
 É uma sensação de plenitude, cheia de Ti, nada de mim. 
Nada de fora. Nada a perturbar. Nada. 
Somente eu e o Senhor. 
Em seguida, recebo um abraço. 
Daqueles que faz carinho no coração. 
Apertado, revigorante, acolhedor. 
E num piscar de olhos a vida é tão fácil... (...)

Mestre, toda vez que estiver sofrendo por algo, lembrarei-me de teu calvário, da púrpura dor a flagelar teu corpo, dos olhos carregados de lágrimas de tua Mãe aos pés da cruz. Então criarei coragem em prossegui…

O silêncio e a crueldade.

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Dos seus olhos escorrem fel incolor. A visão seca de lágrimas há anos. Toda a crueldade é revestida pela imponência que lhe é imposta por sua condição financeira bem sucedida e nunca acabada. Mesmo em meia idade ainda continua buscando melhores empregos incansavelmente. Estranha, mas aceitável ambição desmedida. Em seio familiar alheio, ri alto e de forma sarcástica, ao contar os episódios da longa vida. Sua presença impõe certo medo, como se qualquer movimento em falso pudesse quebrar aquela atmosfera da bolha egoísta em que vive. É rei. E mesmo soltando palavras e pequenos gestos para amenizar essa imagem, orgulha-se dos outros lhe tratarem assim: "com respeito."
Uma sombra lhe reveste a feição austera. A presença denota tempestade e relâmpagos invisíveis caem enquanto assiste um programa banal na TV. O 'Bom dia' é seco, o 'como vai?' é recheado do nenhum interesse em saber de fato a resposta, se essa é simples. Mas caso venha com um 'passei no vestibula…

Palavras de uma amiga.

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Quatro olhos!
Dois sensíveis e dois rígidos Um olhar sempre manso E mesmo preocupado, continua sereno...
Sorriso largo! Dentes que mastigam versos, poemas, prosa... Uma risada gostosa! Um ser prazeroso de estar perto Ver, sentir, abraçar!
Nathália pro outros Pra nós, amigos tão chegados, é Nath! E é quando não nos vemos Que a saudade bate...
Uma menina gigante! De voz mansa Doce feito criança Uma voz elegante!