dos instintos humanos


Primeiro apavoro
em seguida enraiveço
logo então ignoro
e me despojo, 
daquilo que meu nunca foi.
Daí vem o pensamento 
e ardo, e arde
o que antecedeu
a tal efêmera calmaria
que na verdade nem chegou.
Doi novamente
e em segundos me contorço
sem mexer músculo algum;
enrijeço a coluna
é novo "bum"!
A cabeça é vulcão
mão no coração,
segura o rojão!
Depois silencio
e resisto ao grito
que pretende sair
respiro, respiro
não vale a pena insistir
em lagoa
em pássaro que não voa
naquilo que encroa
e não vai mudar.
Nada de volta à memória
nada ou nada, então.
nada no rio corrente
espalha tranquilidade 
o todo resto é vaidade...
Do que é de fora, se despir. 
e cuidar-se de si
cuidar-se de si.
sem mais.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sadomasoquismo e sociedade

Poema de terça-feira

A paixão de Jesus nos dias de hoje