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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

Efêmero e autobiográfico

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Perdas deixam vazios. Desmoronam lacunas da existência, fazem sumir a linearidade dos dias. Os estímulos não se completam. O corpo não se entende com a cabeça. O coração fica pairando sobre as feridas abertas. O pensamento é envolto no medo do dia seguinte. Há vulnerabilidade no jeito humano de ser. Afinal, de repente uma ruína aparece. As noites ficam mais longas. O sono é leve e contraditoriamente profundo. Isso porque é mais fácil dormir do que encarar a manhã, ser banhada pelo sol quando tudo se resume em nuvens nubladas dentro da gente. Definitivamente a cama se torna melhor amiga. E não se sente culpada por isso. 
Perdas de alguém deixam vazios maiores. E cada vez maiores dependendo da dose de amor envolvida. E dependendo da dose de amor envolvida por aqueles que estão com vazios escancarados, nosso vazio cresce também. É como se acordássemos à beira de um abismo tendo de transpassá-lo sozinho. É como uma garrafa que estava cheia de água no deserto e, por uma queda súbita, o líqu…