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Mostrando postagens de Outubro, 2011

Vontades

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E foi pra ser assim de repente como um repente bateu, ficou, não vai embora a agonia boa sacoleja o corpo estremece a mente não é à toa agonia quer sair agora intuição! Não é mansa grita e dança a alegria dos passos nesse compasso sem espaço do meu coração.
Vai ser hoje e não demora. Já começou aqui dentro. O fora? questão de tempo apressa, espera a hora certa de explodir em flores cores... cores!
Jardim de aquarela!

Das dores do mundo

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Deito como quem adoece numa noite úmida e sombria A lua tenta iluminar ... em vão.  O corpo hoje quer solidão descansar do peso do existir.
Clamo contra essa poesia ingrata! Insensata. Insiste em ser rio corrente  em momentos de poça de lama.  Quer  derramar-se  quando só se quer parar Vive da contradição

Sinto em meus ombros o peso das mazelas do mundo O filtro da hipersensibilidade
se esvaiu em pó Para dentro de mim  o chorume da humanidade invade como tsunami flui tudo e mais um pouco. 
Sufoco, engasgo, estafo, choro
s.i.l.e.n.c.i.o Basta, ponto final nessa história.
Ledo engano... Só hoje, doarei ao mundo minhas reticências sem ponto de exclamação 
(...)

Autobiográfico

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Texto escrito para o Grupo Escribas.
 Sou simples e comum.  Amante das cores, do sol, da música, da dança, da poesia que nasce do concreto da cidade. Já fui muito sonhadora, mas a maturidade me deu âncoras para me prender ao chão. Amo minha família, minhas origens brasilienses. Mas, confesso, amo mais Minas Gerais! Amo as letras e, pelas palavras ditas com intensidade me apaixonei.  Foram os livros os maiores motivadores da profissão que escolhi para vestir meu trabalho. Lembro-me como se fosse hoje, quando a lâmpada do jornalismo acendeu dentro de mim. Eu tinha 13 anos.  O Desejo tornou-se realidade e hoje, não só leio as notícias, mas as produzo... Carrego dentro de mim um bálsamo que perfuma e alivia os dias. Emana amor, confiança e fé. Tranquilidade para o stress, resignação e silêncio quando preciso. O bálsamo é Deus. E sem ele, perco minhas forças vitais. Sem ele não sou nada, sem ele sou só uma pessoa, e não a Nathália. Posso ser complexa também. Atribuição da minha natureza feminin…

Flores e cores

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Eram tardes floridas de janeiro. A adolescência doce enxergava a vida pelos olhos de uma ingenuidade multicor. Passavam-se os dias. Ela ainda acreditava em contos de fada e criava os seus. Devaneava. Era sonhadora. Queria conquistar o mundo. Fazia planos, mas sabia viver um dia de cada vez. Ainda não conhecia a tal da ansiedade. Era livre como a juventude prescreveu.     Amava tudo e a todos, principalmente os livros. E pelas letras e palavras viajava imaginando o caminho. Vivia cada obra literária em profundidade. Não participava de debates de leitura, mas debatia consigo mesmo. Ia atrás, buscava na internet sobre o assunto e tomava aquilo como mantra.     Foi assim que um dia se apaixonou por Leonardo da Vinci. Como não tinha Twitter, postava as citações do inventor nas janelas do quarto. Eram todas enfeitadas com giz de cera. As fotos estavam publicadas nas portas do guarda roupa. Sonhava em viajar pela França. Dormia e acordava pensando no Louvre. Começou a fazer francês. E entã…

Sobre o matar por amor

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Estarrecida e triste. Foi assim que fiquei quando cheguei em casa, depois de lidar com a história do professor universitário, Rendrick Vieira Rodrigues (35 anos) que matou a aluna de 24 anos, Suênia Souza Faria, com a qual, meses antes, teve um relacionamento amoroso, em Brasília. A princípio o pensamento 'Que mundo cão!' faz a notícia ter um sentido e pronto. É com ele que se trabalha e manuseia a cobertura jornalística. Veste-se uma máscara de profissionalismo e anula qualquer envolvimento emocional diante do fato. Tudo em prol do trabalho. Mas assim que a ausência do ambiente da redação vai se esvaindo, mais latente dentro da gente emerge o lado humano. Aos poucos, ressaltam-se a crueldade e loucura que envolveram esse homicídio.      Antes de ser jornalista, sou mulher. E enquanto mulher, fui universitária, serei sempre uma aluna. Vivi um ambiente acadêmico, fiz amizades com meus professores, estive bastante próxima de uma realidade como a dela. Seu pai mora na mesma c…