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Mostrando postagens de Junho, 2011

Ao telefone.

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- Oi João! Há quanto tempo! Como você tá? - Quem tá falando? - É a Nathália. - Oi Nathália! A Livinha não tá aqui. - É mesmo? Mas eu tava com saudade. Há muito tempo eu não te vejo! - Mas espera aí. Você não tá me vendo, você tá só falando comigo. O telefone só ouve a voz.  - É... verdade. risos.

Viagens.

Aos dois aninhos, numa visita que fiz em sua casa, em Formosa, Lucas decidiu me mostrar umas fotos no computador. Aliás, sabia usar a tecnologia como ninguém.
- Luquinhas, onde você tirou essa aqui?
Fez carinha de pensador, colocou o dedo na testa e disse:
- Hum, Nathália, será que foi em Caldas Novas? João Pessoa? Fortaleza? Ou Campinas? Tantos lugares... 
...risos!

A sala de aula

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Uma confusão sem fim! Crianças correndo, falando alto e desenhando no quadro. Outras aproveitavam a folguinha da professora para terminar a tarefa de português. A turma de seis anos, do primeiro ano, da Escola Classe 8 de Taguatinga, era fogo mesmo. Tia Juliana deixou os alunos soltos só por um instante e, no segundo seguinte, pareciam estar numa festa infantil de aniversário.
- GEEEEENTE, pode palá. Todo mundo olhando pla mim. Por favor, por favor. - gritou Israel, menino moreno, cheio de vida e esperteza que falava como o cebolinha.
Todos calaram para ouvir o recado. Israel foi andando até a mesa da professora, olhou para ela com carinho e disse:
- Olha como essa tia Juliana é uma GATONA!

Escureu!

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O ambiente era religioso. Estávamos na missa. Binca corria de um lado para o outro, agoniada! Queria brincar. De repente, sai de dentro da igreja e vê o por do sol sendo levado pelo veu negro da noite..
- Mãããe, já escureu, foi?
- Escureceu, filha!

- Ah, então escureu mesmo.

Fato verídico

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- Nathália, você sabia que todo dia eu rezo antes de comer? - É mesmo Clarinha? - Respondi entusiasmada, para a pequena Ana Clara de 4 anos. - É verdade, no café da manhã, no almoço e a noite! - Ela disse sorrindo. - Que gracinha!! E o que você pede pro Papai do Céu? - Eu falo assim: "Deus, eu quero uma casa com piscina, viu?" - ... - risos.

Provinha de Natal

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Na provinha do final de ano de português da 1º série, com temas natalinos, Tia Juliana pedia aos alunos que escrevessem uma frase com a palavra "Jesus": - Eu quero uma frase criativa meus amores, falem do natal, do nascimento de Jesus. Vocês são capazes! Kevin foi entregar a prova, mas parou no caminho, pensou e voltou. Usou a borracha. Então foi até a mesa da tia Ju e com um olhar faceiro disse: - Tia, minha frase ficou legal. - Que bom Kevin, depois a tia vai olhar. Passada a aula e já em casa, tia Juliana começou a corrigi-las. As crianças tinham escrito coisas sobre a família de Jesus, "Jesus nasceu perto dos animaizinhos, por isso é natal.";  sobre o amor, "Jesus ama todo mundo", "Jesus ensinou as pessoas e nasceu numa casinha"; sobre a sua relação com Ele, "Jesus é meu amiguinho e converso com ele todo dia." De repente tia Juliana parou, olhou mais de perto e soltou um leve sorriso. Em meio a farelos de borracha, escrito com letra firme…

Respostas inteligentes

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- Dani, e lá na Espanha você vai ao cinema? - perguntei à Danielly, minha prima de 8 anos que mora em Palma de Mallorca. - Hum - fez uma expressão de negação - não dá tempo! - Uai, como assim? - Bem Nathália, eu estudo todo dia lembra? - colocou a mão na cintura - de manhã eu acordo e 9h eu vou para escola e chego duas da tarde. Aí eu almoço. - Então você podia ir depois da aula, não? - Não! - respondeu sorrindo - eu preciso brincar. E você não concorda? Eu prefiro brincar no claro falando do que ficar no escuro calada e sem poder mexer! - É... - sem palavras. - Eu concordo com você Danielly!

Pequeno grande crítico

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--- Eu achei uma babaquice o que fizeram com a palavra microondas. -- disse com um ar de revolta João Vicente, um garotinho de 8 anos que é irmão mais novo da minha amiga Lívia. --- Como é que é João??! --- respondeu Cecília, sua outra irmã. --- O que fizeram com o microondas? --- continuou, procurando algum defeito, ou uma sujeira, algo estragado. --- Separaram a palavra microondas. Ficou micro-ondas. Você não viu? Agora vai ficar muito mais difícil d'eu aprender! - e saiu balançando a cabeça. O acordo ortográfico afetou o João!

Vocês são capazes!

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- Crianças, vocês são capazes! Não tem essa história de não conseguir fazer o dever, colorir, aprender. Consegue sim! É só repetir pra você mesmo... "Eu sou capaz!". - disse Tia Juliana aos seus alunos de 2º série, em uma bonita manhã de março. A professora estava dando o estímulo necessário para que eles se sentissem fortes para enfrentar os desafios impostos pelo ensino. Muitos deles, novos na escola, sentiam-se acuados diante do universo das letras e números e então, não desenvolvia. Outros, não faziam por pura preguiça. De qualquer forma, todos começaram a trabalhar. Com dificuldades, uma pequena menina chamada Gabriela, sentada lá no canto esquerdo da sala, não levantou sua cabecinha para nada. Escrevia, apagava, tornava a escrever, pintava, sorria de lado algumas vezes. Sua concentração impressionava. Passados dez minutos, de súbito, levantou feliz e foi até Tia Juliana mostrar a tão esforçada tarefa. Gabriela ergueu os braços, estendeu a folha e disse em alto e bom som: …

O nome da boneca

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- Como é o nome da sua boneca, Bia? – disse Tia Juliana para sua sobrinha neta Bianca, de dois aninhos. Ela estava segurando uma boneca de pano com um vestido rosa e detalhes verdes, cabelos loiros encaracolados e um grande sorriso bordado no rosto. Bia falou: - Boneca, tia. O nome dela é boneca. – com a voz mais calma que se podia escutar. - Mas Linda da Tia, a boneca tem um nome, igual a você que chama Bianca. A pequena virou a boneca, cutucou o brinquedo e disse: - Ei, qual é o seu nome? – com a expressão de indagação. Risos.


Do nada, lembrei de você

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Nathália Coelho
Hoje pensei em nós dois e de como éramos apaixonados antigamente.  Há sete anos, não nos imaginávamos tão distantes na maturidade, ou melhor, no caminho para alcançá-la. Fiquei com saudade dos planos que traçamos e que, conquistamos, mas separados. Engraçado recordar o ‘nós’ quando hoje somos apenas dois. Você já é quase outro ‘nós’ e eu fico feliz por isso. Esse sentimento também foi o tempo que me ensinou a ter. Por vezes, a resignação traz transparência aos olhos marejados de vontade e ardor juvenil. Esse afã impede de ver além. Sem sofrer e com calmaria encaro a ideia de que lá na frente um precipício nos dividiria a estrada, como aconteceu...
Talvez a realidade seria outra, se não fôssemos tão sementinha a ponto de transformar as barreiras em muro ao invés de ponte. Não me leve a mal, nem queria pensar em você, e ainda pensar com tanta saudade. Juro! Até porque minha sintonia tenta andar de encontro a outro alguém. Mas foi inerente. Pensar em mim, na condição de vit…

Força e Fragilidade

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Nathália Coelho

Há dias em que estamos cheios de vivacidade, assim como a rosa. Sentimos o poder do sangue a correr em nossas veias. Em momentos assim, somos dotados da capacidade de minimizar os problemas, enxergar com bons olhos, atrair alegria!

Outros, porém, somos como o muro cinza, danificados pela marca do tempo, gelados, estáticos. Todo cuidado é pouco nessa hora! A leveza do dia anterior converte-se em dificuldade e a visão pesa. A rosa murcha, o semblante cai e as lágrimas querem atropelar as palavras. Atitudes se escondem debaixo da mesa...

Não há como se livrar de ambas as situações. Às vezes, o vazio vem inerente à nossa capacidade de contê-lo. Todavia, a reflexão sobre si mesmo serve para isso: visualizar essa dualidade de sentimento em nossas mãos e decidir qual encarar.

Eu já decidi. Enquanto eu tiver consciência, quero ser rosa, mesmo que frágil. 
É na minha fragilidade que enxergo meu lado forte! E você?




A reunião de condomínio

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Nathália Coelho
Cólica: Dor abdominal aguda, com variações decorrentes de peristaltismo. / Peristaltismo: ver peristalse. / Peristalse: Movimento da musculatura de órgãos ocos, que impulsiona para diante o conteúdo desses órgãos peristaltismo. / É. Isso mesmo. Uma dor chata e incomodante, estressante, que amolece o corpo e os sentidos, deixa tudo confuso como essas definições do dicionário. A bendita moléstia sobe e desce, vai para a cabeça, segue pelos músculos da perna e para no joelho. De repente, se instala no pé da barriga e vai rebolando tecido, órgão, dançando com as tripas, ‘remelexendo’ tudo pela frente. Aqui fora, a pobre da moça sofre calada, porque está em plena reunião de condomínio.

Esse prato não combina. Desceu indigesto, confesso. Além da fina dor, a contradição nasceu do local do encontro: um salão de festas. Geralmente, nos finais de semana, a criançada se reúne para comemorar o aniversário de um coleguinha ali. Nenhum assunto chato, só alegria e balões coloridos. Enq…

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Nathália Coelho


Caminhe no escuro esperando enxergar a luz!
Espere mesmo quando todas as possibilidades dizem não.
Veja uma porta fechada e enxergue a estrada atrás dela.
Anteveja as possibilidades quando se deparar com as dificuldades...
Demore o olhar em alguém para vê-lo além das aparências.
Trabalhe confiando em suas ações, pois elas serão reflexo das mãos de Deus agindo em seu destino. 

... 'porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível.' (Mateus 17:20)

Saudade do meu pai.

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Nathália Coelho
Saudade é um coisa que vem do nada. Não se contenta em se instalar num pequeno espaço. Chega assim, de repente. Toma conta de tudo, mente, corpo, alma e coração. Fica latejando até os olhos 'lagrimarem' Insiste nas lembranças físicas e sonoras Depois, se transforma em nostalgia e abarca não só o indivíduo, mas todo o contexto anterior
Você deita, larga tudo e mentaliza para que seu pensamento transforme em realidade. Ai, saudade! Saudade do meu pai, de mim e do meu pai anos atrás.

Luz

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Bailado dos peixes

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Sobrevivência

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Cantarolando a vida segue. Vontade de viver Perpetuar por meio dos seus. É a força estampada no rosto a diversidade e a desigualdade

O som do sábado.

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Nathália Coelho
Sábado azul chegou dançando Veio tranquilo como a música sacra Alegre como a MPB Contagiante como o funk. Puro ritmo!
Continue sendo todas as músicas a embalar o corpo, os sentidos, os amores! Faça meus pés bailarem o som da vida. Hoje quero uma cena de trilha sonora. Seja canto e melodia no silêncio. Aproveite e dance na ausência dos sons. Imagine-os! Só você precisa ouvi-los.
Seja os passos, os acordes do violão. O abraço, a intensidade da guitarra! E que o beijo acelere o coração como as batidas da bateria... Que o encontro seja a banda em plena sintonia.
Os corações explodam como a multidão de fãs e tietes nos shows de seus ídolos!  E no fim, desfrute da sensação maravilhosa de um dia que acabou feliz, pois Cantou com a alma, Dançou como a bailarina no palco, Seu palco da vida!
Poesia adaptada dos tweets @NathaliaCoe

Cores.

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Santuário Divino Pai Eterno

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O Cristo.

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... e de repente

Nathália Coelho (Escrito em março de 2009) ... No meio do caminho você cria uma pedra. pequena de início, mas que insiste em não sumir. "Isso é só imaginação, falta de confiança. Você não está aí!" Mas... ela permancece. E a pequena brita, vai virando um rochedo. Engolindo, sufocando, impedindo-te de passar. "Vou pulá-la pela esquerda." Braços alongados te jogam para trás. Pela direita... espaço estreito demais. Sobre sua cabeça, o céu azul celeste. Nada de nuvens, neblinas e nem sinal de tempestade. No seu mundo, angústia, desânimo e desistência. Lá fora, um raio de sol marca sua sombra na pedra-muro. Seus olhos se voltam para a projeção. Instante de reflexão. Bam! Você te aguarda em frente à pedra! Descanso. Paz interior. Suas pernas sentem a terra quente da estrada. "Esperarei a pedra ir embora, calmamamente." Mas enquanto isso, você vai esculpindo uma bela borboleta no pedregulho Ela diminui, e você ainda trabalha. Um dia, alguém toca em seu braço. Levanta a cabeça e lá está …

A lata.

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Nathália Coelho (Escrito em janeiro 2009)
A moça morena comprou uma lata. Junto com suas amigas, bebeu o líquido preto. Atirou a lata no chão. Um garoto que vinha balançando sacolas chutou a lata. Foi brincando com ela até o seu portão. Plim! Plaft. Creck! Ela faziam ao rolar no asfalto. Parou. Entrou. A lata ficou. Então, veio o cachorro salsicha e mordeu a lata. Carregou-a pro seu tapete. Mordeu, mordeu, mordeu, cansou. Foi dormir. O dono do cachorro viu a confusão. "Essa lata é lixo!" Atirou-a no latão. A senhora gordinha amarrou o saco escuro. A lata balançou. Então, o saco da calçada, foi parar no caminhão. Foi aquele homem de roupa laranja! Estrada, casas, estrada e milhões de outros sacos. A lata encontrou várias latinhas multicores. Chegaram. Freio. Uma montanha enorme na escuridão.