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Mostrando postagens de Novembro, 2011

Papo de ônibus

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(Nathália Coelho)
- Vei, e aquele povo da Igreja?
- Que que tem? - Muito sem noção. Fica obedecendo umas besteiras que o Pastor fala, tipo, 'não pode vestir saia, pintar unha, arrumar o cabelo, se depilar... já viu isso? Acho paia. Pintar a UNHA! Nossa. - Só. Mas isso quem faz é só os véio. As irmãs novinha são tudo bonitinha. - Não, tem umas que eu não pegava nem fud*.  - Aquela Luana tá toda toda pro teu lado, tu tá sacando né? - Tô, mas ela se veste igual idosa. Rola não... - Uai, igual o pastor manda. - Pior. E aquela Joana. - risos - toda vez que ela me abraça eu sinto o cheiro da chapinha do cabelo dela. - E o retiro? Você viu lá? Da mocidade. Tá afim? - Acho melhor não, saca. Tô longe do povo... daí se eu for vão ficar falando que 'ele só vai no retiro.' - Vai perder, vei, a oportunidade de ver as irmãs tudo de biquíni. Da última vez, caraca, foi emocionante. - bate no peito.  - Que que aconteceu? - O peito direito da Paola saiu pra fora do sutiã quando ela pulou na água. - Todo m…

Esconde-esconde

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Vivo brincando de me esconder. Essa é a verdade. Descobri-a no momento em que eu mais queria ser achada por alguém. Não qualquer alguém. Mas aquele que é bem-vindo no território. E não só me encontra, mas é dotado da coragem necessária para desbravar o terreno empoeirado que anseia por visitas. E, ao procurar por mim mesma em outra pessoa, nessa batalha de relacionamentos, me vi acuada no canto, como quando criança ao brincar de 'pique - esconde'. O canto era tudo. Os óculos, as palavras, o computador, o trabalho, minha casa, minha família, os amigos, as redes sociais. Até mesmo os valores e princípios viraram esconderijos.      Embora a graça da brincadeira infantil esteja em ninguém te encontrar, na vida real, extraordinário é acontecer o contrário. Como num milagre divino, a gente espera a hora do cutucão nas costas e do grito bem alto: 'um, dois, três, fulano!' Mas as coisas não são assim. Não é achado quem se esconde. Ninguém vai bater na porta de casa e falar…

Ânsia(da)idade

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Ansiedade dá e passa não. Ansiedade dá e fica NÃO! Ansiedade vá embora não... venha  mas seja breve. avise: a vida é descoberta dia-a-dia queira, insista, caminhe. Ansiedade abro a porta  tchau! entre esperança brisa das esperas seja leve enquanto precisar ficar. Ânsia, idade... Ah!