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Mostrando postagens de Agosto, 2011

Quentinho do sofá

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Nathália Coelho
Deitei minha cabeça no braço do sofá. O ‘quentinho’ amassou minhas bochechas. Era o calor do notebook, que minutos antes estava sobre o lugar. Fechei os olhos e imaginei um abraço bem apertado produzindo o mesmo efeito daquela temperatura. Já havia sentido aquilo antes. Era igual à sensação térmica do afago dos corpos a proteger dois corações apaixonados. Quando a energia de um casal em sintonia se encontra, é como raios de sol ao amanhecer. A luz aquece devagar o dia, até explodir em brilho e quentura.
Em seguida, vem um beijo. Momentos de ternura. O olhar cúmplice. O carinho na mão. A conversa fiada. O aninho no colo do outro. As horas, a despedida, a saudade, o dia seguinte, as ligações, as brigas e reconciliações. Tudo isso é cheio do ‘quentinho’ do sofá, o doce sentimento de quem ama e é amado, reciprocamente. E tudo isso passou como um cometa enquanto eu recostava minha cabeça sobre o divã.
Abracei a almofada e pensei em minha solteirice. Às vezes, ficamos, assim, …

No twitter

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Numa bela manhã, João Vicente de 10 anos decidiu fazer um twitter. Sabendo da notícia, não titubeei em seguir o meu irmão postiço na rede social. 
@NathaliaCoe: João! Como você tá conectado nessa internet! Tô te seguindo, meu irmão 
lindinho! @Saliba2Joo: to atualizando minha vida.
João já entendeu que é preciso atualizar de vez em quando a nossa vida!

Filmes de amor

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Nathália Coelho


Filmes de amor são para chorar. Para mexer com tudo aqui dentro. Filmes de amor vem com kit 'faça seu vôo sozinho.' E então viaje pelo imaginário, pelos sonhos e pelas ilusões. Filmes de amor tem gosto de suspiro e morango na boca. Transformam-se em doce depois de passar pelo azedo das decepções. Fecham os olhos, molham o rosto de lágrimas e dizem: 'Aiiii!' Ai, que vontade de viver uma história como essa! E o telespectador abraça a almofada, morde os lábios, afunda o corpo no sofá, sorri sozinho. Filmes de amor são para rir também. Rir da comédia romântica e da nossa própria vida. Afinal, quem não leva com humor os desencontros acaba se fechando para novos encontros. Filmes de amor engolem a pipoca num segundo. Dá ansiedade e pode roer as unhas. Pode contorcer na cadeira do cinema. Filmes de amor aliviam a tensão cotidiana. Alimentam as esperanças, salpicam o olhar de estrelas e tudo é visto com candura. Filmes de amor são mero entretenimento. Destinados…