Postagens

Mostrando postagens de Setembro, 2011

Antagonismo crônico

Imagem
Eu tenho metas ... dentro de mim Tenho desejos ... em minha mente. Explodo em vontade! si-len-ci-o-sa-men-te Quero abraçar o mundo me agarrando ao travesseiro. Quero construir degraus ... sentada no sofá. Penso em mudanças vivo estagnada. Tudo aqui nada acolá minhas mãos esperam  um trabalho a organizar e ficam vazias, enquanto a mente transborda em agonia. Uma rotina centrada Foco. ATENÇÃO! mente e mãos seguindo a mesma direção. Respiiiiiiiiiiira... Solta.... Age. Segue.  Vai. Anda! Sem olhar pra trás!


Nathália Coelho

Fragilidades

Imagem
Ultimamente tenho pensado em minhas fragilidades. Meditado sobre como sou formada de problemas que me impedem de ir além, ou, pelo menos, tardam minha trajetória. Às vezes, para os outros essas pedras nem têm cara de pedras, de fato. Mas para mim, apertam o sapato, causam calos e incomodam de forma profunda. Reconhecer minhas falhas tem sido importante para entender o que me carece momentaneamente. Em contrapartida, na mesma proporção, tenho a plena certeza de que a solução de tudo está somente nas mãos de uma única pessoa: eu. 
Aquilo que muito se quer e não consegue fazer. Faltam forças. A linha que divide o ir do ficar é o que caracteriza a fragilidade. Descobrir o que me aflige é exercício diário. Somos como o novelo de lã que o gatinho brincou: um emaranhado só, cheios de nós. A vida é o tempo para desfazê-los. Os nós mais apertados só desembaraçam depois de longos anos. É que a maturidade tem a chave do segredo. Contudo, importante é saber identificar aqueles que precisam ser des…

Sábado de plantão

Imagem
A pauta era um homicídio na Asa Norte. Enquanto o policial não chegava, um João de Barro nos fez companhia. Estava trabalhando, assim como nós. Em seu bico carregava terra e matinho para o alto da copa da árvore, cujo as folhas reluziam ao sol - verdes como nunca - apesar da fumaça de Brasília. Ao observar a vida, eu buscava uma notícia de morte. Quem morreu foi um rapaz de 26 anos, João José de Brito, na noite de ontem, com um tiro no braço. Oriundo de Planaltina, havia deixado sua casa para construir uma nova moradia na invasão da L3, próximo a UNB. O irmão informou ao agente que ele era casado e não usava drogas. A polícia também confirmou: sua ficha era limpa. Mas como isso não é prerrogativa para assassinatos, dois homens armados chegaram ao assentamento num monza preto. Contra ele, dispararam um tiro certeiro. A vítima jazeu sob as estrelas.  João José pegou uma lona e construiu um abrigo na beira do asfalto. Pela manhã, o João de Barro pegou a terra e construiu sua casa no…

Meio século de coragem

Imagem
Esse homem lindo completa 50 anos hoje. Meio século de vida, de luta, perdas e vitórias. Meio século de muita coragem para vencer os obstáculos que foram aparecendo com o cotidiano; para aceitar o novo assim como quem se veste em uma manhã. Coragem para caminhar, mesmo que os pés estejam calejados da estrada. Cinquenta anos vivendo na fé, para transmitir aos seus que nós somos mais fortes que o medo.          

Como sou agraciada! Mais do que brinquedos e roupas caras, meu pai me deu o maior presente de todos: AMOR! Esse revestiu minha alma, esquentou meu coração e sempre me fez assim: inteira.           

Nesse dia, pai, o que eu mais queria era estar ao seu lado para te abraçar muito forte, te encher de beijo e reiterar o quanto eu te amo, o quanto você me faz feliz por ser simplesmente o Edilson. O Edilson das frases sábias, das conversas intelectuais, dos devaneios, dos filmes, das músicas, das poesias, do humor, da culinária, dos livros... Que Deus abençoe sempre seu caminho, pai! Vo…

Entrelinhas

Imagem
Eu continuo com essa mania de querer ler o que você não escreveu, ouvir o que você não disse e interpretar um olhar que você não olhou. Acho que aprendi a te decifrar, mas não por completo. E é essa incompletude que me agonia, escarnece meu ser. A indefinição do seu eu é como a cólera. Começa ao tentar contemplar o seu rosto. Seus olhos baixos me evitam. Sinto os primeiros sintomas da moléstia. A dor sai da cabeça e transpassa o coração. Desfaleço aos poucos. Cada atitude camuflada vai decaindo meu quadro clínico. Agora, que pouco te encontro, vivo a te encarar por lembranças. E a doença é bem pior...
Não sei, mas nenhum dos seus gestos me denotam reais. Você esconde. Ou melhor, se esconde. Oculta algo grave em si mesmo. Ninguém pode saber. É segredo guardado no baú de suas entranhas. E que ficará aí por longos anos... Não sei se corre somente de mim ou de quem ocupar o lugar de um 'amor' em sua vida. Mas o fato é que, para mim, sua serenidade não é serena. Sua tranquilidade gr…