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Mostrando postagens de Dezembro, 2013

Amar.

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Difícil é amar sem esperar nada em troca.  Difícil é amar sem expectativas de que o outro seja da maneira que lhe agrada, convém, aos moldes de sua concepção de verdade.  Árduo é praticar o amor despretensioso, que dá a outra face quando o que mais se pretende é esgotar sua incapacidade humana de resiliência e vociferar palavras ao vento.  Há dificuldade em amar o outro, humano também, cheio de defeitos.  Quem ama e quem é amado tentando lidar com esse sentimento tão espiritual num palco de imperfeições.  A tarefa de descobrir a linha tênue entre o amor próprio e o egoísmo também não é para qualquer um.  Difícil é amar sem pensar muito e viver e amar ao mesmo tempo.  Sem devanear demais para não estragar o que é invisível aos olhos, mas totalmente sensitivo ao corpo e coração.  Árdua atividade de reiterar para si mesmo o amor a alguém, quando esse alguém, por amar demais ou de menos, abre uma ferida dentro da gente.  Preciso compreender esse amor. Não é demais, nem de menos, é o amor difer…

Sobre príncipes e princesas.

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(Nathália Coelho)

Príncipe só em monarquia. Por isso, não tente encontrar um desses para relacionamentos em repúblicas. Pelo contrário, é melhor nem começar a procurar. Primeiro, dá muito trabalho. E se ele for como o Príncipe William da Inglaterra, provavelmente você nem vai conseguir ultrapassar a barreira de segurança. Se for tentar um relacionamento via internet, piorou a situação. Com certeza ele terá uns cinco perfis lotados, uma página abarrotada de curtidas e uma equipe de social medias para monitorar as contas dele. Ou seja, se você mandar uma mensagem, de longe é o príncipe o autor da resposta.  Você pode até enviar um email para começar uma conversa informal, mas tenha em mente: é a caixa do príncipe. Pelo menos 300 mensagens novas chegam todos os dias. Se para pessoas normais esse é o número de spams...
Vamos para o segundo argumento. Príncipes tem uma reputação a zelar. São como celebridades. E, embora possam dar ataques de individualismo em público, como o irmão do William…

Sobre a vida.

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Um emaranhado de complexidades, de experiências, de convivência, de tentativas. Um palco de erros e acertos, de auroras e escuridões, por dentro e por fora... Uma caminhada que não cessa, mesmo que os pés careçam de descanso. Um eterno jogo de compreensões, nossas e dos outros. Uma sopro de alteridade e despreendimento de si mesmo. A eterna busca do equílibrio entre a individualidade e o grupo. E de que grupo estamos falando... (vale ressaltar!). A linha tênue em que o ser humano atravessa com cautela ou com voracidade. A descoberta do amor. E de como compreender seu cultivo, em todos os âmbitos, em liberdade, desamarrando-se de prisões...  Tudo. Nada. Vida. Em horizonte.

Sobre o eu (2)

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É na minha completude que compreendo a fragmentação do meu eu. É na minha inteireza que consigo entender que sou argila nas mãos do escultor. Ao encarar minha imagem no espelho sei que o reflexo de mim mesmo aponta horizontes ainda desconhecidos. Fui ontem. Hoje sou de maneira diferente. Amanhã mudarei também. A vida é tijolo de construção posto em ação num muro eternamente inacabado. Que meus olhos sejam como os da criança que enxergam todas as coisas em processo de nascimento. Que a mente possa entender que, como um dia divagou um estudioso, a única coisa permanente é a mudança.

Sobre o eu.

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Saber reconhecer que sou ser humano passível de falhas é o primeiro passo para a evolução. A compreensão de que minhas escolhas ditam a real situação vivida é importante para a transformação de tudo que padece em sofrimento. A mudança só é possível quando consigo (re)avaliar atitudes e assumir minhas falhas, trabalhando-as com humildade. Adoece aos poucos quem acha que a solução de seus problemas está nas mãos de um terceiro. "Vitimizar-se" é tirar de si toda a capacidade de viver. É atribuir a si mesmo o papel de coadjuvante em sua própria vida. Senhor, abra meus olhos todas as vezes que me isentar de culpa. E que essa culpa seja trabalhada em meu coração para a construção de pontes, não de muros.