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Mostrando postagens de Janeiro, 2014

Prazeres

O canto do galo anunciando que o sol já vem
Quando o sol chega e também vai embora
A melodia do passarinho entre as árvores
E o uivo do vento vento brincando com os galhos
A borboleta que pousa numa flor
O bem-te-vi que bebe água da poça no chão
O modo como a luz da manhã reflete janela da cozinha
Ou o cheiro do café sendo coado
A brisa que banha os cabelos...
As cores das flores no vasinho da sala.O barulho das ondas do mar
A textura da areia (fria) na sola do pé.
O ar de floresta entrando nos pulmões
A força da cachoeira massageando as costas
O corpo dentro da água salgada
Ou de água doce de piscina se preferir.
A expectativa de voo no salão de embarque
Tanto no ir quanto no voltar
O verde da estrada
Viagens longas de carro
A melodia agradável aos ouvidos
A poesia dos versos cantados
E a voz do músico ídolo embriagando os sentidos.O beijo carinhoso que enconsta os lábios
O frenesi do beijo intenso que arrepia corpo inteiro
E todo resto depois...
O abraço que esquenta e afaga o cora…

Das noites.

E da noite em que poderiam ter ficado juntos, ele e ela começaram a sentir saudades, separadamente. A vontade de se ver veio do encontro - quente, estarrecedor, intenso, desconcertante -, mas sobretudo da expectativa do dia seguinte. As peripécias do acaso não permitiram o toque dos lábios, nem o afago do abraço. O laço ficou somente nas promessas e juras por mensagens. Do instante em que cérebro e coração fizeram as pazes, nasceu a vontade do bis, da repetição da dose. E do desejo, nasceu a esperança do reencontro, do frenesi, da bagunça e puxões de cabelo (carinhosamente). O não encontro do dia seguinte aumentou a sensibilidade do toque da noite anterior, e avisou às sensações diversas para se aguçarem todas as vezes que a cena de ambos viesse à cabeça. Haja arrepios, suspiros, olhos que se fecham sozinhos, coração que descompassa no compasso dos corpos. A superficialidade entrou em colapso e desejou as profundezas da alma. Numa madrugada a dentro, um quis mergulhar no outro e se am…

Da praia de Ferradura.

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Eu já te conhecia. Já estivera aqui em sonhos, em memórias perdidas, em outras vidas, em devaneios da mente. Não sei, mas minha alma te reconheceu, e inflou feito balão quando meus olhos te fitaram. Tão logo, sentiu também o afago da areia e da água. Acabou voando com as gaivotas... Num voo de liberdade! Foi como pote de barro que sente o líquido cristalino invadir seu território, preenchendo-se, sem sobrar espaço; ao contrário, transbordando, deixando cair livremente, esparramar... 
Foi desconstrução. Era como se você conseguisse emergir o melhor de mim e o pior também. Desmantelou-me, e fez-me contraditoriamente uma obra prima. Eram as próprias mãos do Criador que me esculpiam feito argila, bem no encontro do mar com a margem. O movimento do vai e vem das ondas moldava-me da maneira que Ele queria. E a sensação era de plenitude, bem estar e felicidade genuína. Era aquele céu inteiro dentro de mim, visto de olhos fechados. Era horizonte azul enxergado pela emoção. Os ouvidos estavam r…