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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

Voou.

Leves penas voaram
até ficarem pequeninas
Onde as mãos não alcançam
Nem se possa enxergar.Jogou a toalha e sentou
Olhou o parque ao redor
Comeu uma uva
Fechou os olhos
Des-cansaNdoBolinha de papel
Amassada
até não poder mais
Sumiu pela lixeira
com o peteleco
que levouSentiu então
O movimento de seu pulmão
E entendeu que todas as coisas
Vêm da respiração.
E acalmou-se.O que é de liberdade
Libertar.
O que é de tranquilade
Serenar.
O que dever ir embora
Dar tchau.
O que é de permanecer
Voltar...
E aquilo que não é seu
Devolver.
Ou é um pouquinho,
Compartilhar.E o que não é ponto final,
Reticências.

da sabedoria da natureza.

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Hoje fiquei observando a beleza dessa flor. E como Deus nos ensina por meio de suas criações. Suas pétalas seguem caminhos diversos. Se cruzam, passam uma por cima das outras. Cada uma segue uma direção qualquer, sem expectativa de retidão. E porque ela é diferente deixa de ser bela? De forma alguma! E afinal quem detém algum tipo de verdade sobre "ser bonito"? A vida é estabelecida por sua diversidade. E por isso é rica. Limita-se quem insiste em olhar só pra frente e esquecer os lados, atrás, acima, abaixo... Limita-se quem insiste em julgar as escolhas do outro, o diferente de si mesmo. Limita-se. Limita-se! Quero ser como essa flor!

Versos ao Bruno

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A amizade floresceu de uma maçã.
não fez um galo na cabeça,
(como em Isaac Newton)
Foi dada de bom grado,
sem veneno!
(ao contrário da Branca de Neve)
nem tinha a intenção de enfeitiçar
afinal, quem deu não era bruxa,
mas usava um tênis rosa [horripilante]
já quem recebeu, não era príncipe.
Era menino, de verdade.
e ele comeu a maçã
depois de brigar com a amiga.
Teve vergonha daquilo.
(será que era porque ela era gordinha e ele um palito?)
r-i-s-o-s!
mas nesse mesmo dia,
ainda se estranhando
os dois foram embora juntos pra casa.
DOZE anos se passaram
e a maçã sem feitiço, sem ideias geniais
plantou uma semente no coração de ambos
e fincou raízes profundas.
Viraram irmãos.
para todo o sempre.

A noite sob a noite

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Garoava em seu interior.
As nuvenzinhas cinzas brincavam
de entristecer a alma.
E soltavam entre si trovões
nos pés umas das outras.
Riam e choravam chuva,
inundando o terreno daquele coração.
O céu da boca era azul escuro
de uma noite fria e sombria...
A todo custo a escuridão tentava silenciar
os grilos que faziam graças.
Mas eles permaneciam falantes.
A dona desse mundo,
deitada na namoradeira da varanda da casa,
sentia a metereologia de si
E se tempesteava com o que via.
- Como pode!? - exclaguntava ela.
- Sob as estrelas do firmamento existirem tantos tempos dentro de um mesmo tempo?
- Enquanto chovo, o luar brilha do lado de fora. E não era pra brilhar dentro também?
Veio então uma leve brisa
Bagunçou os pensamentos
Balançou a rede dos cabelos lisos soltos
sobre as montanhas ombros.
Fez a curva e foi soprar
pela janela aberta dos ouvidos,
ecoou no paredão do espírito:
- Vai passar.
- Vai passaaaaaaaaar.... - respondeu o grito.
- Vai passar.
- Vai passaaaaaaaar... (pas…