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Mostrando postagens de Março, 2013

desejos

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Que os dias sejam de alegria.  Que as esperanças se refaçam ao olhar Jesus Vivo.  Que a coragem de seguir caminhando seja maior que a semente do desistir.  Que minhas mãos trabalhem tranquilas.  Que a serenidade permaneça nas esperas.  Que o foco do meu olhar seja no outro, e não em mim.  Que as coisas boas povoem meus pensamentos, e as mazelas sejam diminuídas e minimizadas pelo amor do conviver.  Que as pessoas sejam educadas e a estupidez não me atinja.  Que consiga enxergar o belo na dificuldade.  Que eu ame a natureza e cuide dela com a delicadeza de uma criança. Que tenhamos Jesus para que o fardo pesado se torne leve.  Foco e mudança.  Sempre.  Quero ser rio!  Boa semana!
(Nathália Coelho)

Jesus e eu.

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Geralmente eu penso no Senhor dessa maneira, como da imagem. 
E quando vou dormir, mentalizo esse lugar, 
essa vista que vês, 
e também uma pedra ao lado onde eu possa me sentar. 
Nunca preciso dizer nada, pois o Senhor entendes-me só pelo meu olhar, 
e pelo teus olhos me tranquilizo.
 É sereno e calmo estar ao teu lado. 
É tanto amor a preencher a cena que me revitalizo e adormeço com a lembrança do encontro. 
A vontade era que essa paz se emanasse pelo mundo 
de forma a criar uma atmosfera de bondade, vinda do Senhor, Jesus.
 É uma sensação de plenitude, cheia de Ti, nada de mim. 
Nada de fora. Nada a perturbar. Nada. 
Somente eu e o Senhor. 
Em seguida, recebo um abraço. 
Daqueles que faz carinho no coração. 
Apertado, revigorante, acolhedor. 
E num piscar de olhos a vida é tão fácil... (...)

Mestre, toda vez que estiver sofrendo por algo, lembrarei-me de teu calvário, da púrpura dor a flagelar teu corpo, dos olhos carregados de lágrimas de tua Mãe aos pés da cruz. Então criarei coragem em prossegui…

O silêncio e a crueldade.

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Dos seus olhos escorrem fel incolor. A visão seca de lágrimas há anos. Toda a crueldade é revestida pela imponência que lhe é imposta por sua condição financeira bem sucedida e nunca acabada. Mesmo em meia idade ainda continua buscando melhores empregos incansavelmente. Estranha, mas aceitável ambição desmedida. Em seio familiar alheio, ri alto e de forma sarcástica, ao contar os episódios da longa vida. Sua presença impõe certo medo, como se qualquer movimento em falso pudesse quebrar aquela atmosfera da bolha egoísta em que vive. É rei. E mesmo soltando palavras e pequenos gestos para amenizar essa imagem, orgulha-se dos outros lhe tratarem assim: "com respeito."
Uma sombra lhe reveste a feição austera. A presença denota tempestade e relâmpagos invisíveis caem enquanto assiste um programa banal na TV. O 'Bom dia' é seco, o 'como vai?' é recheado do nenhum interesse em saber de fato a resposta, se essa é simples. Mas caso venha com um 'passei no vestibula…

Palavras de uma amiga.

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Quatro olhos!
Dois sensíveis e dois rígidos Um olhar sempre manso E mesmo preocupado, continua sereno...
Sorriso largo! Dentes que mastigam versos, poemas, prosa... Uma risada gostosa! Um ser prazeroso de estar perto Ver, sentir, abraçar!
Nathália pro outros Pra nós, amigos tão chegados, é Nath! E é quando não nos vemos Que a saudade bate...
Uma menina gigante! De voz mansa Doce feito criança Uma voz elegante!

Sobre o bumbum do bandido

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Martina, 4 anos, estava sendo arrumada pela mamãe Marcela na hora do almoço. Ao fundo, as duas ouviam o programa Balanço Geral na TV. Martina, um pouco menos, pois a mãe, cuidadosa, estava fazendo de tudo para que a filha não prestasse tanta atenção em notícias pesadas. De repente o apresentador anuncia: - Bandido apanha de vítimas em Ceilândia. Na tela! Martina parou o que fazia e na mesma hora questionou a mãe: - Mamãe, o que é "apanha"? - Filha, é levar umas palmadas no bumbum. - explica, Marcela, querendo amenizar. - Mamãe, leva palmadas na bunda então, né. Porque bumbum de bandido é bunda. Marcela não aguentou. Riu e quis saber de onde a filha tirou essa ideia. - É mãe, bandido é feio. E quando eu falo bunda você fala que é feio!
Risos.

Mãe.

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A mãe estava cansada. Cansada de ser tão mãe. De se preocupar tanto. De amar demais. De doar e ir além. Não é que queria abdicar da maternidade. Pelo contrário, estava tão impregnado aquele amor que não se via sem ele. E sentia que, como fora uma mulher independente outrora, nunca mais haveria de ser.  Era misto de saudade, temor e coragem forçada ao encarar o futuro. Olhava para a pequena e inflava o peito de afeto. As mãozinhas, o pezinho gordo. Tudo era tão lindo e minúsculo, tão indefeso, tão necessitado de cuidado. Tão necessitado dela. E a mãe, da menina. Uma relação que nunca mais se separaria. Era como se um pedacinho da mãe vivesse fora do corpo. Um coração batendo no exterior do peito que podia aninhar em seus braços e cobrir do frio. Acovardou-se diante da vida. Agora, nem mesmo o direito de morrer tinha. Quem se preocuparia com seu pingo de gente como ela o faz?

O cansaço estava nas coisas que em nove meses teve de aprender a fazer. Estava nas noites mal dormidas para velar…