Da saudade das palavras.

Andam serelepes, inquietas
fazem da mente trampolim
pista de pouso, o coração.
Possuem pernas, asas
ao mesmo tempo
em que constituem morada
dentro de mim.
Fazem cosquinhas
e não querem sozinhas
e-x-i-s-t-i-r.
Precisam do bando, da reunião,
do ser, estar e permanecer em
confusão,  profusão, erupção
para então eclodir, explodir
e sair por aí em piruetas
fazendo caretas e mil facetas
para quem se aventura, chora e ri.
Quem desespera, se exaspera, altera
se envereda e espera sempre caminhando,
na eterna travessia do gênero humano.

Andam serelepes, inquietas
as palavras (...)

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