POEMA DO CARRO ESTRAGADO


(Nathália Coelho)

Fiquei no prego
menos mal
Foi no Eixo Monumental.
Forçada fui
a observar o céu,
sentir o sol.
Respirei. Só.
Ao fundo,
JK gritava,
acenava: "espera!"
Enquanto o guincho não vem,
reza.
Prece tranquila
como a brisa
que balança as folhas
tortas do cerrado
Fiquei no prego
Finquei um prego.
abriu um buraquinho
em mim;
Passou a luz do dia, enfim.

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