Escancarada

Nua.
Aberta.
Revelada.
Deixaram a porta destravada,
perderam a chave.
Livro já sem capa.
(Para não julgar a princípio)
Já nasceu boca falante.
Esguelando mundo afora
Palavras ditas, gritadas
Depois escritas
E quando escritas
desnudou a alma também.
Sem necessidade do esconderijo
Que abarca medos e abismos
Seus abismos também são habitáveis... afinal.
É parque aberto à visita
É visita à espera do parque
Vice e versa
Versa e vice
Virada do avesso.
Às vezes no zetel.
Só às vezes.
E sempre.

(...)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sadomasoquismo e sociedade

Poema de terça-feira

A paixão de Jesus nos dias de hoje